Trás Fósforos
Uma chama que não se apaga!Obrigado, Sra. Ministra da Saude! Pela Vergonha, que eu presenciei!
Gostaria de dar conhecimento , de uma situação repugnante, digna de um pais de 3º mundo,
a que eu hoje assisti, infelizmente não era num país de 3º mundo, mas sim no país em que eu vivo, Portugal,
mais precisamente, ao pé da Santa Casa da Misericórdia, no Poço do Bispo, em Lisboa.
Hoje dia 04/10/2008, presenciei já perto das 11.00 Hr, uma senhora que se encontrava, na parte
exterior desse edifício, prostrada no chão e a gritar imenso com dores violentas, junto dessa Sra. encontravam-se
algumas pessoas, que lhe tentavam prestar a ajuda possível.
Foi-me informado, que já tinha sido efectuados 3 telefonemas para o INEM, desde as 10.00 H, da
manhã e que tinha sido recusado a prestação de auxilio médico a essa pessoa, que contactassem os bombeiros mais
próximos, que eram eles que efectuavam esse serviço!
Mesmo assim, foram contactados os Bombeiros Voluntários do Beato e de Cabo Ruivo, uns não
tinham ambulâncias disponíveis e os outros a troco de 30 euros, efectuavam o serviço!
Eram 11.30 Hr, quando apareceu uma ambulância com a matricula 01-48-XP do INEM, os mesmos
que se tinham recusado a prestar o serviço desde as 10.00 H, e finalmente essa senhora foi socorrida ao fim de 1 hora e 30 minutos!
Quem é o responsável por esta situação? Não sei qual o desfecho da situação clinica da pessoa em
questão, mas alguém deve ser responsabilizado, pelo sofrimento que essa pessoa teve, sem qualquer assistência médica,
ou será que vai ser este o futuro em Portugal, de quem adoece em plena via publica?
Durou 90 minutos o sofrimento de uma pessoa, com a falta de assistência de um um serviço que devia
ser um exemplo, mas que desta vez foi um um serviço de irresponsabilidade e deplorável.
Autor: Jorge Ribeiro
A Bela e o Monstro
O bairro Trás Fósforos, é dos bairros mais pacatos e simpáticos que conheço. Claro que, como qualquer bairro tem os seus prós e os seus contras. Ontem, dia 8 de Julho de 2008, foi um dos dias em que fiz a experiencia do que há de melhor e de pior entre vizinhos.
Comecemos pela “Bela” : Quando temos alguma coisa que já não nos faz falta, mas que pode ser proveitosa a outro, procuramos esse alguém para entregar essa coisa. Foi o que fizeram o simpático casal D. Maria de Fátima e Sr. António Rodrigues da mercearia da Capitão Leitão, ao oferecerem uma arca congeladora à Paróquia de Marvila que muito penhoradamente agradece. Este equipamento irá ser de grande utilidade para diversas actividades sociais, culturais e de convívio que a paróquia organiza. (Eles que me desculpem de tornar assim público o seu nobre gesto feito com tanta simplicidade, humildade e discrição)
O “Monstro” surgiu logo depois deste gesto altruísta e de boa relação de vizinhança. Ao querermos estacionar a carrinha para poder tomar alguma coisa na referida mercearia sem atrapalhar o transito, vimos que havia um lugar junto à oficina de arquitectura “Capinha Lopes e Associados”, que não atrapalhava a entrada, nem está assinalado como reservado. Logo atrás da carrinha estava um Mercedes topo de gama que se prontificou a apitar nervosamente e a indicar que não podíamos estacionar ali… com a atrapalhação o meu colaborador arrancou com a carrinha em busca de outro lugar enquanto eu permaneci no passeio. Sem me dar tempo de desviar, o Mercedes, arranca de imediato, galga o passeio e avança, por sorte minha e sorte maior dele, não me mandou ao chão apesar de me ter tocado. Desviei-me e lá estacionou no lugar virtualmente seu. Sem querer qualquer diálogo saindo do carro desata em jaculatórias: “ Fod… estes Cab… são um atraso de vida. Filhos da Put…! A Mer… deste país está cheio destes Cab…! Fod…! Car…!” E de imediato se refugiou no seu castelo. Estupefacto só tive a capacidade de dizer, em desabafo: “o que vale é que o dinheiro não dá tudo…”
E realmente não dá… a “Bela” pode não ter dinheiro, mas tem nobreza de coração. O “Mosntro” pode ter dinheiro, mas nada mais…
Autor: Pe. Luís Leal
Estacionamento no Bairro
Olá Vizinhos,
Aqui estou a dar mais uma achega!! Para além do problema dos transportes públicos e em especial da carreira 28, como então vi neste espaço, parece-me também muito importante o estacionamento na nossa rua.
Senão vejamos. eu que nasci aqui, muitas vezes não tenho lugar para estacionar tendo que deixar o carro na rua da frente ou junto ao homem das madeiras!!!
E isto porquê? Porque:
- O camião do vinho do Galego estará ali estacionado o resto da vida ?
- A camioneta do transporte de vidro estará também estacionado o resto da vida ?
- O reboque do meu vizinho da oficina o Sr.Fernando fica muitas vezes na rua quando tem espaço no páteo dele ?
- Agora tem há semanas um carro meio velho em frente do portão da oficina para lhe facilitar a saída do reboque ?
Enfim, já chega de situações esquisitas e anacrónicas. Deixo à condideração para meditar e reflectir.
Um abraço do seu vizinho, amigo
Autor :Fernando Costa
Autocarros da Carris
Ex mos. Senhores,
Atendendo a que o vosso objectivo enquanto blog é defender os interesses da comunidade, nao só habitante como também laboral, da zona de marvila, venho pelo presente expor-vos uma situação indecente, vergonhosa, desrespeitosa por parte da carris e seus profissionais.
Trabalho na rua do açúcar e vivo no pinhal novo, ou seja, todos os dias tenho que apanhar o autocarro 28 para ir para casa, uma vez que é o único autocarro que passa nesta rua em direcção à zona do parque das nações. SUPOSTAMENTE, tendo em conta o horário exposto em todas as paragens da dita carreira e no próprio sítio na rede da carris, passa um 28 a cada 13 minutos em hora de ponta. ultimamente, isto de há uns 2 meses para cá, espero cerca de meia hora a 45 minutos por um autocarro, aparecendo depois 2 e 3 seguidos.
Já enviei reclamação para a carris e para a DECO. o meu objectivo com este contacto é pedir-vos que divulguem a situação pela zona e urjam as pessoas a que façam reclamações em massa para a carris desta situação. pagamos balurdios de passe e nao somos bem servidos. na minha opinião, deveria haver mais uma carreira, alternativa ao 28, que passe aqui em direcção à zona da expo. é uma falta de respeito e devemos insurgir-nos contra esta situação.
Agradeço desde ja a vossa colaboração e uma resposta para este endereço electronico.
Autor: Lara Ramos
Por falar em proibir…
Relativamente ao “post” anteriormente colocado, gostaria de ver uma situação esclarecida: Quando esta situação acontece devemos sair por onde? R. José Domingos Barreiros ou R. Capitão Leitão? E se uma ambulância ou um carro de bombeiros tiver de aceder ao local, terá de esperar o tempo que estes utentes tiveram de esperar até o camião prosseguir o seu caminho, ou não? Gostaria se possível que alguém respondesse a estas questões, pois vejo que há por aqui muitos entendidos na matéria. Serão estas as mais valias que trouxeram à freguesia e à câmara?

Autor: Filipe Resende
Proibição de estacionamento na Rua José Domingos Barreiros
Caros vizinhos e amigos:
Sou um dos moradores da Rua José Domingos Barreiros abrangido pela recente colocação de uma placa de proibição de estacionamento nesta rua.
Como todos os moradores deste bairro são conhecedores, já anteriormente fomos confrontados com uma proibição de acesso ao interior do nosso Bairro através da Rua José Domingos Barreiros em virtude da colocação de um sinal de sentido proibido no entroncamento desta artéria com a Rua do Açúcar.
Mesmo sentindo, então, termos sido discriminados, dado o sinal em questão abrir uma excepção, não aos moradores do bairro, mas sim aos armazéns que em anos recentes cá se instalaram, esta regulação do trânsito não levantou objecções de monta, tanto mais, que mesmo antes da existência do referido sinal, já era atitude habitual, para a maioria dos residentes, entrarem no bairro pela Rua Capitão Leitão e saírem pela José Domingos Barreiros.
Agora, sinto-me profundamente indignado e revoltado ao verificar ter sido colocado recentemente na Rua José Domingos Barreiros, um sinal que proíbe o estacionamento de viaturas aos moradores da mesma, entre a Rua Afonso Annes Penedo e a Rua do Açúcar. Esta proibição atinge especialmente os residentes desta rua, dado que os armazéns atrás referidos dispõem de espaço de parqueamento próprio.
Assim as várias dezenas de moradores dos nrºs 3, 7 e 11, bem como algumas firmas, estabelecidas há longos anos nos prédios referidos sentem-se, mais uma vez, discriminados e atingidos, e agora, de forma grave, nos seus interesses e direitos.
Porque, se é justo que um cidadão deficiente tenha, num espaço público, da comunidade, um lugar reservado para estacionar a sua viatura à porta da sua casa, já não é aceitável que essa pessoa solicite a proibição de estacionamento para os restantes moradores, qualquer que seja a razão, e, muito menos para facilitar as manobras de estacionamento da sua viatura.
No nosso caso, o deficiente são os tais armazéns, particularmente um que recebe regularmente mercadorias transportadas nos ruidosos, poluentes e pesados camiões TIR, os quais, em aparatosas manobras de marcha-atrás entram na rua, incomodando os residentes, danificando os passeios e até, como todos os moradores deste bairro já testemunharam, quebrando, pelo seu peso, as condutas de água – enterradas a meio metro de profundidade! – e consequentemente interrompendo o abastecimento de água ao bairro até à reparação da conduta.
A permissão de acesso destas viaturas pesadas a uma artéria interior de um bairro antigo causa-me alguma perplexidade quando sabemos que a circulação destes veículos é interdita numa boa parte da cidade de Lisboa, consideração esta que me levanta a dúvida sobre se o licenciamento destes armazéns cobre este tipo de actividade económica.
Esta proibição é dolorosamente injusta por diversos motivos dos quais posso destacar o facto de muitos dos residentes terem cá nascido e onde sempre viveram e vivem todos os dias do ano e agora chegar, – aos dias úteis, de Segunda a Sexta-Feira – um corpo estranho a esta vivência e impor a sua vontade sem respeito pelos residentes. Outro motivo de profunda indignação é o facto de estes senhores possuírem, nestes armazéns, parque de estacionamento privativo para as suas viaturas e obrigarem os residentes, por meio do tal sinal de proibição, a deixarem os automóveis onde calhar, excepto à porta das suas habitações como sempre fizeram. Pergunto-me qual seria a reacção destas pessoas se lhes aplicassem a mesma medida no seu local de residência.
Entretanto, os vizinhos moradores das outras ruas do bairro, não pensem que a proibição imposta na Rua JDB, não os afecta, porque na verdade os residentes agora atingidos, irão ter que estacionar as suas viaturas em algum lado e não será certamente, no terreno de terra batida da rua do Açúcar onde, já por diversas vezes, durante a noite, as suas viaturas foram vandalizadas. Portanto como todos sabem, se, actualmente, os moradores deste bairro já sentem alguma tensão no momento de estacionar, parece-me que para o futuro essa tensão irá subir ainda mais, e será explosiva quando outros armazéns que tem vindo a surgir no bairro, seguirem, eventualmente, o exemplo dos da José Domingos Barreiros.
Por tudo isto, caros vizinhos e amigos, solicito a vossa solidariedade para com os moradores da Rua José Domingos Barreiros, na forma de participação num baixo assinado, que brevemente será posto a circular no nosso bairro, a favor de revogação da proibição de estacionamento que nos foi imposta.
Uma saudação a todos os vizinhos e amigos.
Autor: A. Jorge S. Poço
Morador do nº 3 da Rua José Domingos Barreiros
Padroeiro de Marvila
Escrevo, hoje dia 28 de Agosto, para dizer que hoje é dia de Santo Agostinho de Hipona. Ele é considerado dos maiores santos da igreja pelo seu exemplo de vida e pelo seu ensino. mas é igualmente muito respeitado nos meios intelectuais, em particular na filosofia. é impossível estudar filosofia (e as raízes da filosofia actual) sem estudar Santo Agostinho. Mas se ele é muito importante nos meios académicos, não o é menos no nosso meio: é ele o nosso padroeiro, quer da paróquia, quer de toda Freguesia civil de Marvila.
Este homem que viveu no séc. IV, nasceu em 13/11/354 em Numínia `(norte de África). em caminhos pela vida académica foi para cartago, Roma e finalmente Milão. o seu temperamento boémio levo-o a uma vida pouco recomendada, tendo um filho de nome Adonato. mais tarde e em contacto com o bispo de Milão, Santo Ambrósio, veio a converter-se e a pedir o baptismo aos 33 anos, parte com sua mãe, Santa Mónica, para Óstia, onde esta vem a falecer. e daí para Roma, permanecendo aí 16 anos. voltando ao norte de África, em Hipona é proposto para presbítero tendo aí criado uma Colegiada. é sagrado bispo em 395 em Hipona. vindo a morrer a 28 de Agosto de 430 (há 1577 anos). O seu corpo foi trasladado de Hipona para Pavia (Itália) em 722, aí permanecendo. Escreveu mais de 230 livros e 80 tratados de diferentes matérias.
Hoje teremos a devida celebração da Missa às 19h, em honra do nosso padroeiro e no próximo domingo teremos Missa às 10h e almoço de festa às 12.30h. (no almoço haverão algumas surpresas que muito interessarão a todos. mas como é surpresa…. )
Um grande abraço e que os fósforos continuem a arder…
Autor: Pe. Luís Leal
A quem perdeu…
Pede-se o favor de reclamar estes objectos junto da administração deste blog!
Reciclar é, para os cidadãos de hoje, mais do que uma atitude de cidadania e um bom hábito, significa que estamos a proteger o ambiente e a pensar num futuro com qualidade.
Valorizar, reciclar e reutilizar os materiais é também uma atitude responsável, utilizando um ciclo de renovação e aproveitamento que protege e preserva o Ambiente – a casa de todos nós.
A questão da gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) ganhou nos últimos anos uma importância vital, dado o aumento das quantidades geradas no nosso país e o seu ineficiente encaminhamento final. No entanto, só interessa reciclar quando dessa operação resultar um ganho ambiental e económico. (AHAHAHAHAH)
Felizmente no nosso bairro as coisas funcionam bem…
Autor: Filipe Resende
Um “Conselho Marvilense”…
Li na última edição do Jornal da Junta da nossa freguesia de Marvila que está constituído um “Conselho Marvilense” com as “principais instituições de Marvila”.
À primeira vista achei uma iniciativa muito interessante, sabendo que se trataria de um conselho e não de um concelho. Mas lendo melhor o artigo reparei que afinal a Freguesia de Marvila não termina junto ao Tejo (melhor… no limite do Porto de Lisboa) mas sim na linha de comboio… isto na melhor das hipóteses, pois além dos bairros Lóios, Amendoeiras e Condado pouco parece existir… talvez seja a continuação do famoso deserto da margem sul…
Não quero com isto dizer que quem está no referido conselho não deva estar, antes pelo contrário. O que acontece é que muitos outros também deveriam estar e não estão. Porquê? Simples: terão sido convidados? Ao que sei de vários casos: Não! E se fossem estariam presente? Ao que sei de vários casos: Sim! Então porque razão não há representação do Centro de Saúde, Esquadrão, SEF, Casa do Concelho de Cinfães, Mansão de Santa Maria de Marvila, Paróquia de Marvila, SPEM, Coro Lisboa Cantat, CASL (Mitra), Teatro Meridional, Santa Casa da Misericórdia – Domingos Barreiros? (apenas para citar os que ficam abaixo das 2 linhas de comboio). Certamente porque não são importantes… que interessa as patrulhas que a GNR faz a cavalo? Que interessa um Centro de Saúde numa freguesia? Que interesse tem dialogar com a Polícia de Estrangeiros e Fronteiras numa freguesia como a nossa? Que interesse tem a Mansão e CASL e SPEM que juntas têm mais de 400 utentes residentes e outros tantos em centro de dia e domiciliário? Que interesse tem a uma paróquia que ajudou a nascer a freguesia (já agora: freguesia = filii Ecclesiae = Filhos da Igreja) e que deu o orago a toda a Freguesia: Santo Agostinho e que é um dos 2 edifícios classificados (o outro é o convento de S. Félix de Chelas que também não tem representação)? Que interesse tem um coro de nome reconhecido ou um teatro como o Meridional? Que interesse tem a Sta. Casa – Domingos Barreiros e as suas crianças?
Nenhuma destas instituições é das “principais instituições de Marvila”. É natural… aqui já não é Marvila…
Mas não são só estas instituições que estão de fora… AMI, Cais, Escola Afonso Domingos e outras escolas, Lar Casa de S. Vicente, Lar quinta das Flores, PRODAC, Várias Casas de Concelho, várias associações de moradores, outras paróquias e instituições religiosas, outras confissões religiosas, várias associações recreativas, culturais e desportivas, as Juntas Regional e de Núcleo do CNE, bem como 2 agrupamentos de escuteiros, várias instituições nacionais de pessoas com deficiência de vária ordem, várias instituições de solidariedade social, Arquivo Militar, GEBALIS e Fundação D. Pedro IV (para o bem e para o mal…), todas estão de fora (certamente também posso ter esquecido algumas, peço desculpa). Não são importantes.
Uma outra questão: serão as instituições com assento representativas da sua área na freguesia? Isto é, será que os centros sociais se juntaram e elegeram o seu representante, bem como as paróquias e confissões religiosas, ou os lares (estes não, que nenhum está representado) bem como as universidades, ou os clubes, ou as associações de moradores, etc?
Tenho pena que uma coisa que poderia ser muito enriquecedora para uma freguesia como a nossa seja, na sua génese, tão redutora e parcial.
A nossa freguesia tem muitos problemas de vária ordem. A nossa freguesia é muito fragmentada, seria bom que nos uníssemos e não criássemos mais problemas e fracturas. Por mim estarei pronto, como sempre estive, a trabalhar num projecto sério e verdadeiro e credível, mas nisto… assim não…
Autor: Miguel Proença
A realidade do Nosso Bairro
E quando, alguns anos depois, com a realização da “Expo 98”, se procedeu à recuperação da zona oriental da cidade, à descoberta das belezas do rio até então entaipadas pelo Porto de Lisboa, à melhoria de acessibilidades, ao nascimento de novos bairros agradáveis e bem cuidados, e a alguma reabilitação do património degradado, uma grande esperança na renovação da cidade invadiu a população de Lisboa.
No entanto, ao olharmos hoje para o nosso bairro e zona envolvente, aparece-nos um bairro descaracterizado, desordenado, sujo, ruidoso, inseguro, com trânsito e estacionamento caóticos, servido por um sistema de transportes públicos insuficientes, e ainda mais com a supressão da carreira 105, atravancada por obras que se eternizam, e, em consequência, cada vez mais afastada dos objectivos acima traçados.
A cada passo, encontram-se passeios esburacados, espaços verdes inexistentes, ervas daninhas proliferando pelo espaço público em geral, dejectos de cães, papéis, cartões e caixas de papelão, sacos de plástico, pastilhas elásticas (a cuspidela moderna), espalhados um pouco por toda a parte, a distribuição de publicidade em papel que vai directa ao chão, paredes dos prédios cheias de gatafunhos (grafites), revelando uma falta de limpeza deplorável e um descuido consentido do cidadão, revelador da má formação cívica de uma boa parte dos nossos vizinhos.
A enumeração dos problemas mais sentidos seria longa, todavia a ocupação do espaço dos peões pelo estacionamento ilegal sobre os passeios não pode ser esquecida. Este facto, constitui uma falta de respeito pelo peão que vê serem ocupados, sem alternativa, os seus espaços próprios de circulação, provocando dificuldades acrescidas quando se trata de cidadão com deficiência. Os passeios deformados pela passagem de camiões porque não cabem na estrada, e pelas aberturas repetidas de valas mal compactadas das concessionárias da utilização do subsolo, são justamente criticadas. Há que responsabilizar os prevaricadores.
Por tudo isto, os problemas consequenciais sobre as populações, em especial nos domínios da mobilidade, da segurança, da qualidade de vida e da vertente económica, são demasiado pesados.
Não existe plano ou ordem.
Tudo é regido pela lei da ilegalidade, da mediocridade e do abandono.
Assim é a nossa realidade …
Autor: Rui Barreiros





